Palmeiras quer eternizar mais dois ídolos alviverdes em sua galeria

As alamedas da sede social do Palmeiras, no bairro de Perdizes (SP), contam com três estátuas em homenagens a atletas que defenderam as cores do clube: Ademir da Guia, Junqueira, Waldemar Fiúme (em sequência na foto, a partir da esquerda). Mas, em um futuro próximo, o número de homenageados deverá crescer. O presidente do clube, Luiz Gonzaga Belluzzo, pretende incluir mais dois nomes na seleta lista de atletas eternizados. Dois goleiros. Um do passado e um do presente: Oberdan Cattani e Marcos.

Belluzzo afirmou que pretende apresentar ao conselho do clube uma proposta de alteração do estatuto, que atualmente permite a inauguração de bustos apenas de jogadores que nunca tenham enfrentando o Palmeiras. Apesar de ser sempre lembrado pelos torcedores alviverdes que puderam acompanhar suas atuações nos anos 40 e 50, Oberdan até hoje não ganhou uma estátua no clube porque jogou contra o Alviverde duas vezes em 1956, quando atuava pelo Juventus.

Oberdan defendeu o Palestra Itália/Palmeiras de 1941 a 55. Conquistou quatro títulos paulistas (1942, 44, 47 e 50) e o Rio-São Paulo de 51. E estava no grupo que conquistou a Copa Rio de 51, título que o clube reivindica que a Fifa reconheça como título mundial. Defendeu a seleção brasileira em nove partidas. O ex-goleiro tem 90 anos.

A outra homenagem é considerada um ponto pacífico por Belluzzo. Basta ”São Marcos” encerrar a carreira para que o processo de inauguração de uma estátua sua na sede do clube seja iniciado. Mas se depender do campeão mundial em 2002 pelo Brasil, a homenagem ainda vai demorar. Com 17 anos de clube, Marcos, 36, não pensa em aposentadoria. O contrato assinado com o Palmeiras prevê que ele atue como atleta até 2011. E, pelos três anos seguintes, em um cargo no clube. Mas o arqueiro não descarta jogar até os 40 anos.

Os três homenageados pelo Palmeiras:

Junqueira: Com 40 jogos pela seleção brasileira, o zagueiro atuou por 16 anos no Palmeiras (1931-45), o único clube de sua carreira. Na equipe, ganhou sete paulistas, um recorde no Alviverde.

Principais títulos: Campeonatos Paulista de 1932, 1933, 1934, 1936, 1938 (extra), 1940, 1942 e 1944; Torneio Rio-São Paulo de 1933.

Waldemar Fiúme: Apelidado de “Pai da bola”, era considerado um jogador polivante: atuou como meia, volante e zagueiro. Defendeu por 17 anos (1941 a 58) o Palmeiras, seu único clube.

Principais títulos: Campeonato Paulista de 1942, 1944, 1947 e 1950, Copa Rio de 1951, Torneio Rio-São Paulo de 1951.

Ademir da Guia: Filho do lendário zagueiro Domingos da Guia, Ademir é considerado por muitos o melhor jogador que já defendeu o Palmeiras. Segundo o site oficial do clube, o mais “talentoso” da história do clube. Chegou ao Palestra em 1961 e permaneceu até 1977. Foi o líder da Academia Palmeirense, que conquistou brilhou nos anos 60 e 70.

Principais títulos: Campeonato Brasileiro (72 e 73), Torneio Roberto Gomes Pedrosa (67 e 69), Taça Brasil (67), Torneio Rio-São Paulo (65), Campeonato Paulista (63, 66, 72, 74, 76).

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